sexta-feira, 13 de maio de 2011

ROTEIRO DO STORYTELLING


     Para conhecer melhor o nosso consumidor alvo, iremos filmar a Juju, que é uma criança de 9 anos da classe A. Vamos mostrar tudo o que ela consome, como por exemplo quais as marcas das suas roupas, que tipo de comida ela gosta e quais são seus brinquedos. No vídeo, ela irá nos contar um pouco da sua rotina e do que mais gosta de fazer, quais são seus lugares preferidos para ir aos finais de semana, se gosta de ir ao cinema, aonde vai com suas amigas, etc.
     Essa filmagem irá nos agregar informações de um público que está crescendo bastante no mercado atual. Hoje em dia, os filhos influenciam muito na hora de decisão de compra dos pais, portanto é importante saber quais os produtos e serviços que interessam para crianças.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Produtos X Necessidades


Nas duas tabelas abaixo, apresentamos produtos que têm como público- alvo crianças como a Juju, e outras com publico-alvo distintos, com o objetivo de especificar a necessidade de cada produto e suas especificações de divulgação.

Produto
Necessidade
Target
Barbie
Possuir uma boneca da moda, que possui um ideal de beleza
Feminino, de 7 a14 anos
Lilica Ripilica
Moda divertida
Feminino, de 4 a 11 anos
Johnson’s
Fazer higiene com produtos específicos para crianças
Todos, de 0 a 9 anos
Havaianas
Calçado confortável, prático e versátil
Todos, de 15 a 30 anos
Lojas Marisa
Moda com preço acessível
Feminino, de 18 a 30 anos




Produto
Target
Mídias
Mensagem
Efeitos
Barbie
Feminino, de 7 a 14 anos
Televisão: Disney, Nickelodeon,Cartoon Network
Revista: Quem, Caras
Internet: site próprio, sites de relacionamento
É possível viver o estilo ‘Barbie’, ser arrumada e descolada como a boneca
Promocional
Lilica Ripilica
Feminino, de 4 a 11 anos
Revistas: Caras, Claudia,
Televisão: Nickelodeon, Disney
Internet: site próprio
Uma marca que as meninas desejam, que remete a sonho, fantasia,mundo mágico
Institucional
  Johnson’s
Todos, de 0 a 9 anos
Televisão: Globo,Discovery Kids,Nickelodeon,SBT
Revistas: Caras, Claudia,Quem
É gostoso se cuidar com Johnsons
Promocional/Institucional
Havaianas
Todos, de 15 a 30 anos
Televisão: Globo
Revistas: Caras,Capricho,Quem
Outdoors
Internet: site próprio e mídias sociais
Calçado descolado, que todo mundo usa
Promocional
Lojas Marisa
Feminino, de 18 a 30 anos
Revista: Contigo, Ti-Ti-TI
Televisão: Globo, Band, Record,SBT
Outdoors
Internet: Site próprio
É uma marca que entende a consumidora por ser feminina
Promocional





Demografia


DEMOGRAFIA BRASILEIRA

Apesar de a mortalidade infantil estar declinando no país, o Brasil ainda é o terceiro país com maior índice na America Latina. A taxa de fertilidade, que se manteve alta até 1970 (5,8 filhos por mulher), caiu muito e com ela a taxa de crescimento da população baixou de 1,9% ao ano em 1991 para 1,5% no ano de 2008. Porém o padrão demográfico brasileiro ainda está passando por profundas transformações e tem expectativas de crescimento até 2039, quando a população atingirá o chamado “crescimento zero”, a partir de então serão registradas taxas de crescimento negativas.

Uma característica importante da demografia brasileira que foi discutida em aula é a questão do envelhecimento da população do país, isso é um reflexo de dos fatores discutidos anteriormente (redução das taxas de fertilidade e natalidade). Esse envelhecimento gerou uma grande diminuição no número de habitantes de 6 a 9 anos (nosso consumidor referencia). Essas mudanças no perfil demográfico brasileiro podem deixar o publico infantil menos atrativo para as grandes empresas.

O gráfico abaixo publicado pelo IBGE mostra o grande envelhecimento que ocorreu na população entre 1991 e 2010. Nota-se que a maior mudança é o menor índice do publico infantil. 




ATIVIDADE DE DEMOGRAFIA

             Idade:
De 6 a 9 anos.

             Renda:
Crianças de 6 a 9 anos da classe A/B não possuem uma renda própria, sua renda é a mesma dos pais. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística) as pessoas pertencentes à classe A/B possuem uma renda mensal superior a R$ 5100,00. 



             Ocupação:
São estudantes. Segundo a nova divisão brasileira do Ensino Fundamental, crianças com 6 anos estariam no Primeiro Ano (antigo Pré Primário ou CA – Classe de Alfabetização) e com 9 anos estariam no Quarto Ano (antiga Terceira Série).

             Educação:
A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada em 2007 pelo IBGE aponta que 98,3% das crianças, entre 7 e 14 anos, do Estado de São Paulo estão matriculadas no Ensino Fundamental. Segundo essa pesquisa o Estado de São Paulo aparece em terceiro lugar no ranking de estados com mais crianças matriculadas na escola; em primeiro e segundo lugar aparece Santa Catarina (99%) e o Distrito Federal (98,4%), respectivamente.

             Distribuição Geográfica:
Segundo o IBGE DE 2000 a população infantil concentra-se, em sua grande maioria nos grandes centros urbanos.



FONTES:
Dados do IBGE e PNAD.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tendências de consumo


A criança da sociedade de consumo nasce em um ambiente em que a marca se faz
muito presente. Grande parte dos produtos a sua volta possui uma etiqueta, que se
constituem em uma marca dotada de algum valor simbólico. Quando muito pequenas, elas não conseguem entender, mas desde então estão inseridas no contexto do consumo. Retiramos do livro Crianças do Consumo – a infância roubada, o seguinte trecho:

“Ao anunciarem roupas de cama, móbiles e brinquedos de berço decorados com
logos de marcas ou imagens de personagens licenciados, os profissionais de
marketing fazem o que podem para assegurar que os bebês reconhecerão e
pedirão produtos decorados de maneira semelhante, que vão desde cereais até
bichinhos de pelúcia, à medida que suas habilidades verbais evoluírem”

As marcas desde cedo expostas às crianças passam a fazer parte do seu cotidiano, participando da sua vida em fase de formação. Logo, por mais que a criança muito pequena nesse momento não associe esses objetos licenciados ao consumo, ela aos poucos já está se familiarizando com esses produtos. Mais tarde, a tendência é que ela continue a utilizar a marca com que se sinta mais à vontade (aquela que está em sua vida desde o nascimento) e é nessa fidelização que residem os esforços do marketing voltados para o público infantil.
Retiramos o trecho a seguir do livro Cultura Infantil, a construção coorporativa da
infância:

“Usando fantasia e desejo, os funcionários coorporativos têm criado uma
perspectiva na cultura do fim do século XX que se mescla com ideologias de
negócio e valores de livre mercado. A visão de mundo produzida pelo
propagandista corporativo, em qualquer proporção, sempre leva as crianças a
pensarem que as coisas mais excitantes que a vida pode proporcionar são
produzidas pelos seus amigos da América coorporativa. A lição de economia é
poderosa quando repetida centenas de vezes”

Em outras palavras, a publicidade utiliza-se da “fantasia” para envolver as crianças, que desde cedo são incentivadas a experimentarem as sensações pelo produto.

Segundo uma pesquisa da NICKELODEON Business Solution Research,
realizada em 2007,  há 48,8 milhões de crianças no Brasil. O quadro abaixo, retirado da
mesma pesquisa, mostra o quanto foi gasto no Brasil com o mercado infantil no último
ano:

Mercado Infantil
Brinquedos R$ 1 bilhão
Publishing (revistas, HQs, figurinhas) R$ 353 milhões
Higiene pessoal, Perfumaria e Cosméticos R$ 102,8 milhões Fonte
Fast Food R$ 5 bilhões
Parques R$ 120 milhões.
Cinema (bilheteria) R$ 200 milhões
DVD Infantil R$ 160 milhões
Assinatura TV por assinatura R$ 60 milhões

A tabela confirma que a criança é, sem dúvida, um negócio lucrativo para
grandes empresas. Por isso, existem cada vez mais itens voltados para elas, que variam desde produtos infantis (como brinquedos e roupinhas) a produtos e serviços inicialmente direcionados ao público adulto, como cosméticos ou eletroeletrônicos. O seguinte trecho, retirado de uma matéria publicada no jornal O Globo, fala sobre isso:

“A exemplo da indústria de tecnologia e do varejo, o setor de beleza também não
ignora o potencial do consumidor infantil. Nem deveria. Como deixar de lado
uma consumidora como Ingrid Vieira, de 6 anos? A pequena não sai de casa sem
sua superprodução. Adora pintar as unhas, usa várias presilhas coloridas e está
sempre com um penteado diferente. Vaidosíssima, usa Juicy Tubes, um gloss
labial da Lamcôme. E seu perfume predileto é Anais Anais, da Cacharel. – Adoro
tanta coisa. Maquiagem, brinquedo e roupa – disse Ingrid, que se espelha em sua
mãe na hora de fazer suas escolhas de consumo.”

Não se pode afirmar que os hábitos de consumo dos adultos se assemelham aos
do público infantil. Nessa matéria percebe-se que mesmo quando usa produtos de ordem adulta, a criança ainda o faz de maneira fantasiosa, “brincando” enquanto o faz. Também se pode considerar esperado que a criança se inspire na mãe, uma vez que é a representação feminina mais próxima a ela. Nosso grupo visitou algumas lojas voltadas para o público infantil, e uma gerente de uma loja de calçados infantis fez a seguinte afirmação:

“Nós vendemos sapatos desde o número zero até o trinta e nove. Não fazemos anúncios voltados para o público adulto porque não é interessante para nós que você (ela dirigia-se a uma integrante de nosso grupo, de 20 anos), por exemplo, venha na loja e compre um sapato. Porém, muitas crianças vêm aqui e não querem saber de nenhum de nossos modelos, querem um modelo igual ao que a mãe ou a vó usam. Então temos alguns modelos em numeração grande, porque assim a mãe e a criança vêm aqui e compram o mesmo sapato.”

Como as corporações percebem esse processo de a criança querer copiar a mãe, se apoderam dele para criar novos nichos de mercado, como a venda de maquiagem e cosméticos direcionados ao público infantil. O que antes consistia em uma experiência lúdica de se representar a partir da figura materna transforma-se na possibilidade de um novo mercado e fonte de lucro para as empresas. O trecho a seguir, da mesma matéria do jornal O Globo, mostra como as empresas se aproximam desse público, criando produtos específicos para ele:

“A Natura tem uma linha para criança que reúne 14 produtos – dois foram lançados
em fevereiro (xampu e condicionador de maçã verde). O Boticário, por sua vez,
reúne na Ma Cherie dez itens para suas consumidoras mirins. A cada ano, dois
novos produtos são lançados para esse cliente, a partir de pesquisas com crianças
entre 4 e 10 anos realizadas periodicamente. – A menina muitas vezes opta por
um cosmético em vez de um brinquedo. E esse consumo é incentivado pelas mães
e pelas amigas. Percebemos ainda que existe um desejo de consumir. Elas olham
para o perfume, por exemplo, e falam “eu quero”, “eu preciso” – disse Tatiana
Ponce, gerente de marketing de Perfumaria e Linha Infantil de O Boticário”

A criança hoje é vista como um indivíduo atuante na sociedade contemporânea, podendo ter um “papel ativo na constituição das relações sociais em que se engaja, não sendo, portanto, passiva na incorporação de papéis e comportamentos sociais” (Cohn, 2005, p.27). Na sociedade de consumo, as crianças têm a possibilidade de estabelecer uma relação umas com as outras e também com os adultos através dos produtos e das marcas, participando ativamente das relações sociais inseridas nesse contexto; muitas delas “pedem” para seus pais que comprem, por exemplo, determinado carro, mesmo não tendo idade para dirigi-lo.

Mas não são apenas os produtos e serviços voltados para o público infantil que
atraem a atenção do marketing para o consumidor mirim. Ainda segundo a pesquisa
realizada pela Nickelodeon Business Solution Research (2007), foi constatado que 88,5% das crianças de 6 a 12 anos acompanham a pessoa responsável pelas compras e, sendo assim, exercem também forte poder de influência sobre produtos de uso doméstico ou familiar, elegendo a marca de produtos como alimentos infantis, balas e doces, alimentos em geral, brinquedos eletrônicos, fast food, refrigerantes, roupas, pastas de dente, sabonetes, escovas de dentes, shopping centers, jogos de computador, celular e destino das férias. Isso demonstra o grande poder de influência que o publico infantil está exercendo cada vez mais sobre os hábitos de compra familiares.

O consumo considerado precoce pode ter conseqüências no desenvolvimento da
infância. O que acontece, na verdade, é que o conceito de infância na sociedade de
consumo pode estar sendo reformulado, na medida em que hábitos de consumo passam a coexistir com as representações “fantasiosas” presentes no universo simbólico desses indivíduos.
O trecho seguinte, de uma matéria publicada também no jornal O Globo, ilustra como
algumas crianças na sociedade contemporânea estão cada vez mais ligadas em hábitos de consumo:

“A infância está mais curta. Pelo menos no que diz respeito ao consumo. Roupas,
aparelhos eletrônicos, cosméticos e jogos eletrônicos estão cada vez mais no topo
de lista de preferência da garotada, que com isso vai deixando os brinquedos de
lado e entrando mais no universo dos adultos. Pesquisa da Ipsos Marplan, de
outubro de 2006, em nove regiões metropolitanas já aponta para um
amadurecimento precoce do consumo infantil. O estudo, com mais de três mil
crianças, mostra que um terço das que tem entre 10 e 12 anos já possuem celular”

Se de um lado há a “adultização” considerada precoce, com hábitos de consumo
típicos de adulto, gerada, entre outros fatores, pelo contato com a publicidade, os meios de informação e a tecnologia, de outro a personalidade em formação desse público ainda não sabe lidar com tantas opções de escolha: ocorre, então, o que os autores Steinberg e Kincheloe denominam de “crise da infância contemporânea”.
Na ponta do iceberg, carregando as transformações nos hábitos infantis, está a reorganização da estrutura familiar dos dias atuais. Conforme afirmam os autores, “a crise na infância contemporânea pode significar, de várias formas, tudo o que envolva, de algum modo, o horror de enfrentar o perigo sozinho”

A partir dos anos 80, pode-se perceber um movimento de reorganização familiar,
com as mães atuando no mercado de trabalho e o aumento do número de separações. Atualmente, pode-se notar com maior freqüência nos grandes centros urbanos uma dinâmica familiar baseada em pais divorciados, que trabalham fora e por isso acabam por ter pouco contato com seus filhos.
É mais comum que essas crianças sejam cuidadas por terceiros e quando perguntadas
sobre qual o seu maior medo, 95% delas respondem que é a morte dos pais (fonte: Nickelodeon Business Solution Research). Isso evidencia o medo da solidão e o desamparo que essas crianças sentem. Por sua vez, os pais de algumas delas tentam buscar nos presentes e no atendimento à vontade dos filhos uma compensação pela sua ausência. Nesse sentido, os brinquedos dados, as vontades atendidas, o aparelho celular dado à criança reforça a tentativa de os pais estarem mais próximos, de se fazerem presentes de alguma forma, ainda que não seja fisicamente. Porém, com isso, desde cedo as crianças aprendem o mecanismo de compensação através do consumo, tornando-se de fato, pequenos grandes consumidores.

Fontes:

“Pequenos grandes consumidores: uma abordagem sobre consumo infantil na sociedade contemporânea” ; artigo redigido por Alessandra Pinto

Pesquisas primárias feitas pelo grupo

Conversas e troca de idéias com a psicóloga Maria Aparecida Leite


Amiguinhas da Juju pertencentes a classe C


A informações apresentadas na tabela a seguir caracterizam as dimensões externas que envolvem nossa consumidora referência da classe C.
Essas informações foram obtidas a partir de uma pesquisa primária.

Classe Social
Etnia
Idade
Sexo
Região de moradia
Estado Civil
C
Pardo
8 anos
Feminino
Vila Brandina
Solteira


Lugares freqüentados
Produtos e/ou serviços
Marcas
Mídia
Grupos de referência
Bosque, praças públicas, parque de diversão temporário, nas férias no hopi hari, sorveteria, mc donalds, escola e na casa de amigos do bairro
Susi, Barbie, bonecas de pano, boneca sem marca específica ou genéricas, bicho de pelúcia, cinema, lojas de 1,99, brincadeira de rua, salgadinho, pipoca, chiclete, bala, chup chup
C&A, Riachuelo, Renner, lojas de bairro, lojas multimarcas, Mc Donalds,  Bobs, Baby calçados, Dakotinha, Sandalias de personagens, xuxinha 
Televisão, TV globinho, Record, TV cultura
Amigos da escola, professores, família, parentes, irmãos


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Exercicío "Problema de Juju"


Estado Real

·        A Juju está no shopping e acabou de terminar seu almoço com seus pais
·        Quer uma sobremesa e está com calor

Estado Desejado

·        A Juju deseja comer uma sobremesa e se refrescar

Problema

·        Qual sobremesa Juju irá escolher?

Fatores envolvidos

·         O clima quente do verão
·         Juju não está doente
·         Juju está com peso saudável
·         Seus pais preferem que Juju tome uma sobremesa que venha em um pote para evitar sujeira

Tomada de decisão

·         Para saciar seu calor e seu desejo por uma sobremesa, Juju decide tomar um sorvete. Seu sabor favorito é de flocos.
·         A tomada de decisão de juju é limitada, pois a questão preço é indiferente e o envolvimento com a compra é baixo
·         O fato de seus pais preferirem que Juju tome uma sobremesa que venha em um pote influenciou na decisão de tomar um sorvete de massa
·         O sorvete decidido foi o sundae de chocolate do Mc Donald’s, pois Juju gosta do local e adora calda de chocolate

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Classe C também compra brinquedos!


O crescimento da renda dos emergentes ajudou a indústria de brinquedos a faturar R$ 3,117 bilhões no ano passado, um crescimento de 15% em relação a 2009. Mas, para o presidente da Estrela e diretor da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), Carlos Tilkian, ainda que o cenário econômico para os consumidores tivesse sido ruim, haveria alta. “O mercado de brinquedos não cai”, afirma.

De fato, em 2009, quando os consumidores estavam mais cautelosos, devido aos impactos da crise na econômica mundial, o setor faturou R$ 2,710 bilhões, uma alta de 8%. Somente a produção nacional cresceu quase 50% naquele ano e somou R$ 1,441 bilhão. Em 2008, ano do início das turbulências financeiras nos Estados Unidos, a indústria de brinquedos cresceu mais de 12% no Brasil e faturou R$ 2,510 bilhões.

Para este ano, o setor espera um crescimento de 15%, com faturamento de R$ 3,585 bilhões, sendo R$ 1,917 bilhão em produção nacional e R$ 1,613 bilhão em importações. E os consumidores da classe C, mais uma vez, terão grande parcela de participação nesse desempenho. “Não temos números que mostrem isso, mas sabemos que, até em função de serem em maior número, os consumidores da classe C são nosso principal mercado”, afirma Tilkian.

De acordo com o Ibope, hoje, a nova classe média representa 50% da população e tem uma massa de renda para o consumo que ultrapassa os R$ 600 bilhões.

Comportamento do consumidor
O crescimento da indústria de brinquedos em qualquer cenário se explica pelo próprio comportamento dos brasileiros. Em tempos de crise, eles cortam grandes gastos e aqueles que consideram supérfluos. E os brinquedos não entram na lista, na avaliação de Tilkian. “Para o brasileiro, o brinquedo não é um item supérfluo. Ele é reconhecido como um instrumento de entretenimento importante, com papel fundamental no desenvolvimento da criança”. E os pais sabem disso.

Tanto é que justamente em tempos de crise, quando há sobra de dinheiro no orçamento, eles compram mais esse tipo de produto. “Não é que existe uma troca entre o eletrodoméstico que esse consumidor deixou de comprar pelo brinquedo. Mas à medida que a família tem mais renda sobrando, aliada a essa cultura de dar o brinquedo para a criança, ela compra”, afirma Tilkian. E esse comportamento, explica, independe da renda dos consumidores.

A diferença que separa os consumidores mais abonados dos emergentes e aqueles com renda menor é o tipo de produto. Quanto maior a renda, maior a sofisticação dos brinquedos. “Ainda assim, a indústria tenta acompanhar o crescimento da criança em termos de tecnologia, independente das faixa de renda”, afirma o executivo. Dessa forma, é possível encontrar de brinquedos eletrônicos mais simples aos mais tecnológicos e, por consequência, mais caros.
Fonte: InfoMoney
 

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